“Jesus disse: Eu sou a videira
verdadeira, meu Pai é o lavrador. Ele corta todos os galhos que não dão uvas,
embora eles estejam em mim. Mas Ele poda os galhos que dão uvas para que fiquem
limpos e de mais uvas ainda.” João 15:1,2
Você quer colher frutos
saborosos? Faça uma poda na árvore. Deseja apanhar lindas flores? Sacrifique
alguns botões.
Muito antes Jesus já havia dito
essa verdade. Na aparência, entretanto, as coisas se afiguram de maneira
invertida. Para o tolo, o agricultor de podão na mão cortando galhos muito
pequenos de uma árvore que viceja com brotos por todos os lados, parece-lhe uma
brutal incoerência, isto se lhe afigura como castigo para a planta.
Cerceia-lhes a liberdade de crescer e de se expandir. Traz-lhe sofrimentos e
perdas pois após a poda vem o “chorar da planta”, que derrama suas lágrimas
através da seiva a escorrer. E no caso das flores, porque não deixar que todos
os botões cresçam e vicejam produzindo em abundância? Não é isto melhor e mais
lucrativo?
Há bem mais sabedoria na poda do
que imaginam! É verdade que há aqueles que pensam em aproveitar a vida,
desfrutando o máximo possível tudo aquilo que lhe vier à frente, é o melhor.
Querem viver a liberdade. Querem crescer e se expandir para todos os lados e em
todas as coisas e não desejam ser cercados em sua liberdade de crescer. No
entanto, é a poda que traz a verdadeira produtividade e qualidade aos frutos e
flores.
De igual maneira, em nossa vida e
em especial na vida espiritual precisamos ter um foco, um alvo e um objetivo em
tudo que fizermos. Jamais deveríamos nos lamentar ao passarmos pelo podão da
disciplina no lar ou na igreja, pois a poda é uma benção. Se quisermos ser bem
sucedidos na vida, muitas vezes teremos que “podar” coisas ao longo do caminho.
Para alguns isto se afligirá como perda de privilégios e de liberdade, mas o
tempo mostrará a diferença. A produtividade e a qualidade são galardão daqueles
que aprenderam a arte de controlar-se, limitar-se e de aceitar a disciplina. Eu
aprendi da maneira mais difícil.
Fiquem na paz.
Presbítero José Cosme
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